Queridos visitantes,
Este blog está direcionado a informação sobre problemas ambientais e de saúde. Recebo muitos posts pedindo ajuda mas infelizmente não é possíve realizar "consultas virtuais". Mandem suas dúvidas mas não me peçam orientação de tratamento. Tentarei ajudar até o limite da ética. Obrigada

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Cuidados com o cabelo na gravidez


A gravidez é uma caixinha de surpresas. O corpo todo se modifica, as emoções ficam à flor da pele, surgem os desejos inesperados. Com o cabelo não é diferente. Então, prepara-se para as mudanças. Quando os hormônios entram em ação, o resultado é imprevisível. Se seus cabelos são secos, na gestação podem se tornar oleosos e vice-versa. Os lisos talvez ganhem cachos e os ondulados, quem sabe alisem. Mas ainda que você tenha que se adaptar com o novo visual e as mudanças do seu corpo, a boa notícia é que as transformações capilares costumam ser animadoras.

Em geral, a espera do filhote torna os cabelos mais bonitos, cheios e sedosos. "Durante os nove meses de gestação, os fios permanecem em sua fase anágena (de crescimento) e estimulados pelos hormônios (progesterona e estrogênio) tornam-se mais espessos, diminuindo a queda e avolumando a cabeleira", revela a dermatologista Aline Vieira.

Teste: Como anda o seu cabelo?

Mas nem tudo são flores nesse período e as mamães adeptas de escovas progressivas, tinturas e permanentes podem ter que ficar algum tempo longe dos salões de beleza.

A polêmica

O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não recomendam o uso de química nos cabelos durante a gravidez. "Acredita-se que alguns componentes usados nos produtos para cabelos são teratogênicos (geram defeitos no feto), tóxicos e até cancerígenos", justifica Aline Vieira. A amônia, o benzeno, o formol e metais pesados como chumbo, alumínio e cobre são algumas das substâncias vetadas pelos especialistas.

A proibição pode durar mais de nove meses. "Ainda que não se tenham estudos que comprovem a passagem dessas substâncias do couro cabeludo para o sangue e para o leite da mãe, o recomendado é só recorrer a esses produtos ao fim do aleitamento materno", aconselha a especialista.

“As manifestações alérgicas podem ser das mais leves como irritação, coceira e vermelhidão até quadros mais graves como reações anafiláticas”

O tema é controverso e gera polêmica nos consultórios médicos. "Não existem provas conclusivas dos males dessas substâncias na gestação. Como não é ético testar o efeito desses produtos em pacientes grávidas, as possíveis conseqüências são desconhecidas", argumenta Aline Vieira. Por isso, enquanto alguns especialistas reprovam o uso dessas substâncias químicas durante a gestação, outros liberam sua utilização. "Alguns especialistas acreditam que a absorção desses produtos do couro cabeludo para o sangue é mínima e que dificilmente as substâncias tóxicas alcançam a placenta em quantidade suficiente para causar danos fetais", explica a especialista.

Mas a liberação aponta uma restrição: a química só deve ser utilizada após o primeiro trimestre gestacional. "Nessa fase, os órgãos mais nobres do bebê já estão formados, os riscos de aborto espontâneo são menores e, portanto, o bebê corre menos perigo", justifica a dermatologista Aline Magalhães. Mas antes de correr para o cabeleireiro mais próximo, converse com seu obstetra e avalie os prós e contras dos tratamentos capilares.

Mais sensível

Além dos possíveis danos ao bebê, as gestantes são mais suscetíveis a desenvolverem alergias decorrentes do uso desses produtos. Mesmo quem nunca manifestou reações alérgicas pode se surpreender. "Na gravidez ocorre uma diminuição da imunidade celular da mulher como uma tentativa de manter a gravidez fazendo com que o organismo não entenda o bebê como um corpo estranho. A queda de imunidade pode deixar a mulher mais vulnerável a manifestações alérgicas e infecções", revela Aline Vieira. "As manifestações alérgicas podem ser das mais leves como irritação, coceira e vermelhidão até quadros mais graves como reações anafiláticas", confirma Humberto Tindó, chefe do serviço de ginecologia e obstetrícia do Hospital Quinta D'Or, no Rio de Janeiro.

Mesmo produtos considerados naturais e menos agressivos como a henna e os tonalizantes devem ser excluídos da lista de beleza da mulher grávida. "Ainda que aleguem ser naturais e à base de extratos vegetais, possuem em sua composição produtos tóxicos e metais pesados. Mas, deliberadamente, essa informação costuma ser omitida do consumidor", alerta Aline Magalhães. Além disso, há substâncias voláteis e, ao serem inaladas, podem resultar em alergias respiratórias e agravar quadros de asma e rinite.

fonte: Site Sociedade Brasileira de Dermatologia

Hiperidrose afeta vida social de quem tem a doença

A realização de tarefas corriqueiras como apertar a mão de outras pessoas, segurar uma folha de papel ou pegar um transporte coletivo, pode ser difícil para as pessoas que têm Hiperidrose ou Sudorese, alteração no nervo que produz o suor.

O organismo produz o suor como mecanismo de defesa e controle da temperatura corporal. Mas, a pessoa com a Hiperidrose transpira excessivamente. A doença não é considerada grave. Contudo, pode trazer consequências perigosas para o convívio social dos portadores.

A estudante de jornalismo Marcele Mendes, 23 anos, faz parte de uma pequena parcela da população que tem esse problema. De acordo com o cirurgião de tórax, Sérgio Tadeu Pereira, apenas 1% da população brasileira tem a doença. O simples gesto de apertar a mão de outra pessoa exige um certo cuidado. “Eu até toco, mas tem todo um processo de enxugar mesmo antes de tocar”, explica Mendes.


A Hiperidrose pode ser primária ou secundária, atingindo as pessoas em maiores ou menores proporções. No primeiro caso, pode acometer a área das mãos, pés ou axilas. Já na secundária, a transpiração é generalizada, acorrendo no corpo inteiro. Contudo, a única maneira de se livrar da Hiperidrose primária é a realização da cirurgia conhecida como simpatectomia que pode ser realizada a partir dos dez anos.

Para a felicidade de quem tem o problema, mas tem medo da cirurgia, as opções para atenuar a doença são diversas: fórmulas a base de cloreto de alumínio, cremes e até a toxina botulínica, o botox. A toxina tem duração de até um ano.

A Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia-Bahia, Anete Olivieri, acredita que o uso do botox é uma boa alternativa para quem tem o problema, apesar de cada sessão custar R$ 1.500. “Você usa nas mãos e nas axilas. Tem um resultado bom, apesar de ter um custo bem mais alto”, pondera a dermatologista.

De acordo com Pereira, a realização da simpatectomia torácica vem sendo bem sucedida. “Em 97% dos casos tem efeitos positivos”, garante o cirurgião. Já para quem transpira muito nos pés, o procedimento a ser realizado é a simpatectomia lombar. Todavia, em cerca de 30 a 40% dos casos, os pacientes podem ter sudorese, menos intensa, em outras partes do corpo: pernas, barriga e costas. A operação é coberta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e dura em média 10 minutos.

O efeito colateral da cirurgia não assusta Mendes, que está decidida a se submeter à operação em novembro. Essa é a sua chance de parar de transpirar tanto pelas mãos e pés. “Eu vou poder realizar minhas atividades com muito mais tranqüilidade. Minhas expectativas são as melhores. Eu acho que vou ficar mais confortável em todos os sentidos”, desabafa a estudante.

Apesar da cirurgia ser pouco invasiva, o paciente recebe anestesia geral. E em pouco tempo pode voltar a realizar as atividades normalmente. De acordo com Pereira, o tempo de recuperação varia de três dias - no caso das atividades rotineiras - a duas semanas para atividade física.

fonte: site Sociedade Brasileira de Dermatologia

Meio ambiente

Mitsubishi anuncia investimento no Brasil de R$ 1,1 bilhão

Segundo dirigente da Mitsubishi, recursos podem gerar 1,2 mil empregos.
Ele apresentou ao presidente Lula carro elétrico produzido pela empresa.

Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
Presidente Lula recebe dirigentes da Mitsubishi e conhece carro elétrico da empresa, no Palácio do PlanaltoPresidente Lula conhece carro elétrico da
Mitsubishi, ao receber diretores da empresa no
no Palácio do Planalto (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
O presidente do conselho de administração da Mitsubishi Brasil, Eduardo de Souza Ramos, anunciou nesta quarta-feira (20) investimentos da empresa no país no valor de R$ 1,1 bilhão.
Segundo ele, os recursos serão aplicados em até cinco anos e servirão para o lançamento de novos produtos e ampliação de uma fábrica de motores. Ramos afirmou esperar que os investimentos resultem na geração 1,2 mil novos empregos.

Ramos e outros dirigentes da Mitsubishi se reuniram nesta quarta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, para apresentar o carro elétrico fabricado pela montadora.
O veículo, chamado Innovative Eletric Vehicle (i-MiEv), é baseado em um microcarro a gasolina de 660 cilindradas. O uso desse carro elétrico representa, segundo a Mitsubishi, uma economia de uma tonelada de CO2 por ano, em comparação com o modelo equivalente movido a gasolina.

A expectativa é de que o carro seja comercializado no Brasil até 2013. Durante a reunião foram discutidas medidas de isenção fiscal para a importação e fabricação do veículo no Brasil, segundo a assessoria da empresa.
O veículo apresentado ao presidente tem capacidade para acomodar até quatro pessoas e seu custo por quilômetro é cerca de um terço do custo de um carro compacto a gasolina.

A velocidade máxima do carro elétrico é de 130 km/h, com autonomia de 160km. Ele pode ser recarregado em até sete horas. A expectativa é que a tecnologia “quick-charger”, ainda em desenvolvimento, melhore a capacidade de recarga dos veículos elétricos, de modo que, no futuro, ele possa ser recarregado em 30 minutos.

Como tratar Psoríase?

Um dos grandes problemas da psoríase é a questão estética , porque é raro o comprometimento de outros órgãos, mas há um grande efeito psicológico de diminuição do amor-próprio que traz conseqüências para a vida dos portadores da doença, podendo prejudicar seus relacionamentos interpessoais. Sendo assim, o controle da psoríase ajuda bastante no dia-a-dia do paciente. O fator emocional, iclusive, pode acarretar na piora das lesões.


O tratamento da psoríase deve considerar a gravidade das lesões, sua extensão, localização e impacto na qualidade de vida do paciente. Tem como obejetivo  melhor das lesões na maior parte do tempo, já que sabemos que a psoríase não tem cura. É importante lembrar que 75% a 80% dos pacientes apresentam formas leves e moderadas de psoríase, que podem ser controladas com tratamentos locais, feitos com a utilização de pomadas, loções, xampus, géis e sprays à base de corticosteróides, coaltar, antralina, calcipotriol, tazaroteno e piritionato de zinco, e outros, desde que bem indicados e usados com supervisão médica.
Hoje existem vários medicamentos para o tratamento da psoríase, mas normalmente estas opções são alternadas para proporcionar o controle mais adequado da doença (esquema rotacional).Como a psoríase é crônica, a pele desenvolve um mecanismo chamado taquifilaxia, é como se a pele se acostumasse com o tratamento e passasse a não responder mais à medicação. Por isso fazemos o rodízio de medicamentos durante o manejo terapêutico.
Para os casos mais graves ou psoríases extensas geralmente são utilizadas medicações tópicas e sistêmicas. As opções de medicamentos de uso interno são: acitretina, ciclosporina e metotrexato, todos exigindo supervisão médica e exames laboratoriais seriados para o controle de possíveis efeitos colaterais. Os benefícios com a medicação oral tem que ser maior que os riscos de ter um efeito colateral.
  Em alguns casos podemos associar fototerapia (duas ou três vezes por semana) ou laser (como o dye laser para formas localizadas resistentes).
Foi aprovado pelo FDA (órgão americano de controle de medicamentos), o uso do Pulsed Dye Laser, para o tratamento da psoríase.
A finalidade do tratamento é a destruição de pequenos vasos sanguíneos que se encontram dilatados e proliferados na pele afetada pela doença, resultando no clareamento das placas de psoríase. A pele normal não é lesada e não ocorrem efeitos colaterais no organismo.
Para realizar o tratamento, as lesões devem ser antigas e estarem afinadas pelo uso de medicação local antes da aplicação do laser, que deve ser calibrado de acordo com o tipo de lesão. A aplicação dura apenas poucos segundos. Deve ocorrer a formação de mancha roxa transitória e pode haver a formação de bolhas e crostas no local, além de ardência e mancha escura temporária.
Os estudos recentes indicam uma média de 5 tratamentos, com intervalos de 4 a 6 semanas, não sendo necessário nenhum outro tratamento posterior ao laser. Desta forma, a duração média da remissão das lesões fica em torno de 15 meses. Um dos estudos obteve um clareamento de 90 a 100% em 43% dos pacientes tratados, sendo que a melhora está relacionada com o número de tratamentos recebidos. Em 26% dos pacientes, o clareamento foi de 70 a 90%.
Os resultados mostram-se promissores, fornecendo mais uma arma no controle da doença.



A fototerapia é utilizada para tratar uma grande variedade de dermatoses. Desde o século passado a fototerapia tem sido utilizada em várias modalidades, com irradiação ultravioleta (UVA ou UVB). Está indicada para todos os tipo de dermatoses inflamatórias e com período crônico de evolução, demonstrando bons resultados terapêuticos. Pode ser utilizada como monoterapia ou associada a outras drogas, como retinóides, metotrexate, ciclosporina, com objetivo de diminuir o tempo de tratamento e as doses das medicações mencionadas.
Assim como qualquer outra modalidade terapêutica a fototerapia apresenta limitações, como o equipamento necessário, a disponibilidade do paciente em aderir ao tratamento e considerações clínicas como a dose cumulativa total dos raios UV e suas conseqüências. A fototerapia demanda alguns cuidados e acompanhamento criterioso para que se tenha a resposta terapêutica efetiva e não apresente efeitos indesejados que eventualmente possam ocorrer.

 A fototerapia também pode ser feita com o sol (PUVA-sol), porém a diferença é que nesta modalidade não temos como graduar a radiação, exigindo um atenção maior por parte do dermatologista e do paciente. Também apresenta bons resultados.
Um dos fatores de piora da psoríase são estresse e falta de exposição aos raios ultravioletas, por isso quando estes pacientes vão num passeio à praia a psoríase "milagrosamente" parece melhorar ou sumir. Neste momento, além de diminuir o grau de estresse, está acontecendo a "fototerapia", por isso então ocorre a melhora. Ao contrário, no inverno, as pessoas tendem a usar roupas mais cobertas e ficar em ambientes mais fechados, diminuindo desta forma a exposição aos raios do sol, havendo piora das lesões.
Em todas as situações, é muito importante o uso diário de hidratantes e substâncias que ajudem a manter a pele com menos escamas (como óleo mineral, vaselina salicilada).

Existe a possibilidade do tratamento com agentes biológicos para os casos graves da doença, que não são controlados com outra classe de medicamentos.
As terapias biológicas são tratamentos imunológicos que são frequentemente produzidos por engenharia genética. Actuam nos linfócitos T, que são o principal tipo de células que causa a inflamação na psoríase. Algumas terapias biológicas inibem a activação dos linfócitos. Outras previnem as substâncias que estas produzem a partir da sua libertação. Existem ainda outras que reduzem o número de linfócitos T. Independentemente do processo que está envolvido, estes fármacos têm sempre como alvo os linfócitos T ou uma acção combinada entre os linfócitos T e as células imunocompetentes (células de Langherans).
 Os dermatologistas prescrevem já há vários anos os fármacos imunossupressores ciclosporina e metotrexato. No entanto, contrariamente a estes medicamentos, as novas terapias biológicas apenas têm como alvo as partes específicas do sistema imunitário que estão envolvidas na psoríase. Estes agentes biológicos são proteínas de fusão, proteínas recombinantes ou anticorpos monoclonais. Estão presentemente a ser levado a cabo estudos clínicos com vários medicamentos, sendo que alguns (utilizados no tratamento da artrite psoriásica) já foram autorizados.
pontos chave:
  • As terapias biológicas são utilizadas para tratar doentes com psoríase moderada a grave e/ou artrite psoriásica que não tenham respondido a outros tratamentos.
  • Têm que ser administradas por injecção ou perfusão.
  • São eficazes em muitos doentes, mas a resposta ao tratamento varia (aproximadamente 30% não responde).
  • Os efeitos secundários a curto prazo são geralmente menores, apesar de poderem ocorrer reacções do tipo alérgico no local da injecção.
  • A segurança a longo prazo ainda está a ser avaliada.
  • Os tratamentos biológicos têm por alvo os linfócitos T ou têm uma acção combinada entre os linfócitos T e as células imunocompetentes.
O custo do uso de agentes biológicos é alto. Nos Estados Unidos e na Europa, esses medicamentos são subsidiados pelas seguradoras ou pelos governos. O tratamento chega a custar entre US$ 12.000 e US$ 20.000/ano, por paciente. Esse fato torna essa opção fora da nossa realidade.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Pessoas com diabetes correm mais risco de contrair dengue

Alerta para diabéticos

Se o avanço da dengue preocupa em todo o país, para uma população em particular as ameaças são ainda maiores. Segundo os especialistas, os diabéticos, que somam 8% da população entre 30 e 59 anos, têm mais chances de contrair a doença, além de apresentar evolução mais grave do problema.
O endocrinologista  Saulo Cavalcanti, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, explica que os diabéticos são uma população de risco justamente porque são mais vulneráveis aos quadros infecciosos quando, normalmente, aumentam na circulação hormônios como cortisona e adrenalina, que, por sua vez, elevam os níveis de glicose.
Enquanto, no sangue, sobem os níveis de hormônios e açúcar, o processo infeccioso também destrói a insulina, promovendo um complicado círculo vicioso. “é aí que o diabetes pode descompensar.  As necessidades de insulina aumentam e é preciso realizar mais testes para evitar que ocorram elevações excessivas da glicemia”, diz.
Entre os agravos das complicações, ele cita que os diabéticos estão mais propensos a desenvolver a febre hemorrágica , por exemplo. O estado de coma também não está descartado.
Prevenir a dengue e exercer um controle mais rigoroso do paciente diabético acometido por ela, portanto, é fundamental. O endocrinologista recomenda que os pacientes fiquem ainda mais atentos, não só com relação ao controle dos focos da dengue, como ao controle do próprio diabetes.
Para complicar, além da perspectiva de que o número de casos de dengue cresça, os médicos esbarram em outro desafio. Apenas 50% dos pacientes diabéticos sabem quem têm o problema e, dos que sabem, grande parte não faz o tratamento adequado.
SEM CURA Sozinho, o diabetes mal controlado pode ocasionar uma série de complicações. Embora a doença não tenha cura, com acompanhamento médico e medicamentoso, dieta e prática de exercícios, os pacientes podem levar uma vida normal e livre de riscos de desenvolver outros males. “Quanto melhor o controle do diabetes no início, menor a possibilidade de apresentar complicações no futuro”, afirma Cavalcanti.
A dona de casa Ana Maria Campos, de 55 anos, faz parte do contingente dos milhões de brasileiros que lutam para adiar no organismo, os efeitos da resistência à insulina. Ela é cautelosa, justamente para se preservar das complicações que fizeram seus pais sofrerem tanto. “Essa doença é traiçoeira e exige de nós a máxima disciplina. Felizmente, não desenvolvi nenhuma  complicação  típica do diabetes. Minha luta é para não deixar a glicose ultrapassar os índices normais”, diz.
Em todo o mundo, as populações terão mesmo que prestar mais atenção aos hábitos de vida, se não quiserem desenvolver diabetes.  Tendo em vista que a obesidade, por exemplo, é fator-chave para o desenvolvimento da doença, a prevenção ultrapassa as fronteiras da medicina e assume também um âmbito sociocultural, já que está totalmente ligada a fatores ambientais e à qualidade de vida.
SAIBA MAIS 
1- O mosquito da dengue já se transformou numa ameaça à saúde pública no Brasil. A doença é transmitida por meio da picada do mosquito infectado, o Aedes aegypti. Os sintomas mais comuns desta doença são manchas na pele, enjôo, vômitos, febre alta, dores no corpo, cansaço, falta de apetite e dor de cabeça.

2- O diabetes é uma doença que leva ao aumento da taxa de açúcar no sangue devida a deficiência parcial ou total de insulina. Isso ocorre pela destruição das células produtoras de insulina no pâncreas.

3- O diabetes tipo 1, ou insulinodependente, corresponde a 10% dos casos de diabetes. O tipo 2 a 90% dos casos e não referem - se a pacientes insulinodependentes.
4- Também existe o diabetes secundário, provocado por alguns tipos de doença como as pancreáticas, genéticas, endócrinas ou casos de cirurgias de retirada do pâncreas.
5- O controle do diabetes se baseia em três vertentes: dieta, medicamentos e atividade física. A dieta é fundamental e deve ser calculada de acordo com a faixa etária, altura, peso, e necessidades calóricas do paciente. Também vai depender da existência de alguma doença associada ao diabetes.
6- O diabetes mal controlado aumenta os riscos de ataques cardíacos, torna deficiente a circulação sanguínea, causando perda de sensibilidade nas pernas e pés. Os pacientes também estão mais propensos a ter doenças renais e problemas nos olhos (retinopatia diabética), além de doenças infecciosas, como a dengue.
7- Muita sede, urina em excesso, muita fome, cansaço, perda de peso sem explicação, visão embaçada, coceira vaginal, infecções urinárias freqüentes, dificuldades de cicatrização de feridas, formigamentos, dormências e dores nas mãos, pernas e pés, podem ser sintomas de diabetes.
8- O problema pode ser detectado pelos exames de glicemia em jejum e após duas horas de ingestão de glicose.

9- Para garantir o bom controle do diabetes é preciso, também, manter controlados a pressão arterial, o colesterol e o peso, reduzindo as chances de desenvolvimento de outras doenças.

fonte: site sociedade brasileira de diabetes

Pré Eclampsia - sua causa identificada.


Cientistas descobriram um mecanismo que aumenta a pressão arterial em Pré-eclâmpsia, uma condição que pode levar à morte durante a gravidez. A descoberta ainda pode ajudar a desenvolver novos medicamentos para a hipertensão.  
Pesquisadores das universidades britânicas Cambridge e Nottingham decifraram o primeiro passo do processo principal que controla a pressão arterial --a liberação de um hormônio chamado angiotensina, desde a sua fonte proteica, o angiotensinogênio.  
"Embora tenhamos focado principalmente na pré-eclâmpsia, a pesquisa também abre novas pistas para futuras investigações sobre as causas da hipertensão arterial em geral", disse Zhou Aiwu da Universidade de Cambridge, cujo trabalho foi publicado na revista "Nature".  
Especialistas estimam que o custo do tratamento de mulheres grávidas com pré-eclâmpsia é de US $ 45 bilhões por ano nos Estados Unidos, Europa, Ásia, Austrália e Nova Zelândia. Nos países em desenvolvimento, estima-se que 75.000 mulheres morrem a cada ano devido à condição.  
Se as mães e seus bebês sobrevivem, as mulheres correm um maior risco de sofrer pressão alta, doença cardíaca, derrame e diabetes. Os bebês geralmente nascem prematuros e podem sofrer complicações mais tarde na vida.  
A hipertensão é classificada como o maior fator de risco para as causas de morte no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).  
As drogas usadas atualmente para tratar a pressão arterial elevada incluem inibidores que bloqueiam a produção de angiotensina, ou bloqueadores dos receptores da angiotensina, que impedem o efeito da angiotensina no corpo após sua liberação.
Robin Carrell, que liderou o projeto de pesquisa por 20 anos, disse que esses tipos de drogas geralmente funcionam bem no tratamento da hipertensão padrão, mas não podem ser administrados a mulheres grávidas, uma vez que representam um risco para o desenvolvimento do bebê.  
Para o estudo, os cientistas usaram um feixe de raio-X intenso para analisar a estrutura do angiotensinogênio e descobriram que ele pode ser oxidado e se transforma numa enzima chamada renina. Em seguida, a renina interage com a proteína para liberar o hormônio angiotensina, que por sua vez aumenta a pressão arterial.  
Os investigadores de Nottingham testaram os resultados de laboratório em análises de amostras de sangue de mulheres com pré-eclâmpsia e pessoas com pressão arterial normal. Eles verificaram que a quantidade de angiotensinogênio oxidado - e, portanto, mais ativo- foi maior em mulheres com pré-eclâmpsia.  
Carrel disse que a primeira etapa do trabalho ajudou a explicar por que a pressão arterial elevada, por vezes, ocorre na gravidez quando o corpo reajusta para a necessidade de oxigênio do feto.  

fonte: site Sociedade Brasileira de Diabetes

domingo, 17 de outubro de 2010

Gordura localizada eleva o risco de coágulos nas veias

O acúmulo de gordura na barriga ou nos quadris em pessoas de peso normal aumenta o risco de tromboembolismo venoso (formação de coágulos nas veias que podem se desprender e chegar até os pulmões). O dado é de um estudo dinamarquês publicado no periódico "Circulation".

Essa relação foi encontrada tanto em homens quanto em mulheres. "Mas, como a variação da circunferência abdominal é maior nos homens e a dos quadris é maior nas mulheres, o excesso na barriga dá mais informações sobre o risco em homens e, nos quadris, nas mulheres", disse à Folha a pesquisadora Marianne Severinsen, uma das autoras do estudo.
"A importância da distribuição da gordura no risco do tromboembolismo venoso não havia sido avaliada até aqui", afirma a pesquisadora.
Para chegarem aos resultados, os cientistas acompanharam 27.178 homens e 29.876 mulheres entre 50 e 64 anos por dez anos. Eles avaliaram medidas como peso, índice de massa corporal e circunferência abdominal e dos quadris.
"Encontramos uma diferença estatisticamente significante entre todas as medidas de obesidade e a ocorrência de tromboembolismo venoso sem causa definida", afirma a pesquisadora Severinsen.
Por isso, os resultados do estudo também reforçam que a obesidade, independentemente de onde está localizada, aumenta o risco da doença.
Esse resultado se manteve mesmo após o ajuste de dados como fumo, prática de atividade física, hipertensão, diabetes, colesterol e uso de terapia de reposição hormonal, que poderiam interferir na conclusão.
Para os autores, os resultados devem ajudar os médicos a melhorar a avaliação de risco. No entanto, outros estudos precisam explicar o mecanismo por trás dessa associação.
Síndrome metabólica

"A gordura abdominal está associada à síndrome metabólica [conjunto de sintomas que elevam o risco cardíaco] e sabe-se que ela é fator de risco para trombose", explica o cirurgião vascular Paulo Kauffman, da Universidade de São Paulo.
Na síndrome metabólica, há um aumento da produção de substâncias inflamatórias que provocam lesões na parede interna dos vasos. Além de elevar o risco de doenças arteriais, como aterosclerose, isso também aumenta o risco de doenças venosas, como a formação de coágulos nas veias profundas.
"Além disso, o obeso caminha mal, o que provoca má circulação", diz o cirurgião vascular Pedro Puech, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Por isso, os obesos têm mais chance de sofrer um tromboembolismo venoso mesmo que não estejam em situações de risco clássicas, como viagens longas de avião, cirurgias ou gestação, por exemplo. "Nesses pacientes o cuidado deve ser redobrado", lembra Kauffman.
Coagulação

O tromboembolismo venoso ocorre quando o sangue coagula dentro das veias. Na maioria dos casos, isso acontece em vasos profundos das pernas. Sua maior complicação é a embolia pulmonar -quando o trombo se desprende e cai na circulação, podendo causar uma embolia pulmonar, obstrução capaz de levar à morte.
O termo tromboembolismo venoso envolve tanto a trombose, que é a formação do coágulo, quanto a embolia.
Embora o problema mais temido seja a embolia pulmonar, as complicações tardias também são perigosas.
O coágulo formado na veia leva a um processo inflamatório que causa lesões nas válvulas que impedem que o sangue volte para os pés. A circulação fica comprometida e a perna incha, fica mais escura e podem surgir úlceras de difícil cicatrização.

fonte site Pelle