No meio do peito, bem atrás do osso onde a gente toca quando diz "eu", fica uma pequena glândula chamada timo.
Seu nome em grego, thýmos, significa energia vital. Precisa dizer mais?
Precisa, porque o timo continua sendo um ilustre desconhecido. Ele cresce quando estamos contentes, encolhe pela metade quando estressamos e mais ainda quando adoecemos.
Essa característica iludiu durante muito tempo a medicina, que só conhecia através de autópsias e sempre o encontrava encolhidinho.
Supunha-se que atrofiava e parava de trabalhar na adolescência, tanto que durante décadas os médicos americanos bombardeavam timos adultos perfeitamente saudáveis com megadoses de raios X achando que seu "tamanho anormal" poderiam causar problemas.
Mais tarde a ciência demonstrou que, mesmo encolhendo após a infância, continua totalmente ativo; é um dos pilares do sistema imunológico, junto com as glândulas adrenais e a espinha dorsal, e está diretamente ligado aos sentidos, à consciência e à linguagem. Como uma central telefônica por onde passam todas as ligações, faz conexões para fóra e para dentro.
Se somos invadidos por micróbios ou toxinas, reage produzindo células de defesa na mesma hora.
Mas também é muito sensível a imagens, cores, luzes, cheiros, sabores, gestos, toques, sons, palavras, pensamentos.
Amor e ódio o afetam profundamente.
Idéias negativas têm mais poder sobre ele do que vírus ou bactérias.
Já que não existem em forma concreta, o timo fica tentando reagir e enfraquece, abrindo brechas para sintomas de baixa imunidade, como herpes.
Em compensação, idéias positivas conseguem dele uma ativação geral em todos os poderes, lembrando a fé que remove montanhas.
O teste do pensamento
Um teste simples pode demonstrar essa conexão.
Feche os dedos polegar e indicador na posição de o.k, aperte com força e peça para alguém tentar abrí-los enquanto você pensa " estou feliz".
Depois repita pensando " estou infeliz".
A maioria das pessoas conserva a força nos dedos com a idéia feliz e enfraquece quando pensa infeliz. (Substitua os pensamentos por uma bela sopa de legumes ou um lindo sorvete de chocolate para ver o que acontece...)
Esse mesmo teste serve para lidar com situações bem mais complexas.
Por exemplo, quando o médico precisa de um diagnóstico diferencial, seu paciente tem sintomas no fígado que tanto podem significar câncer quanto abcessos causados por amebas. Usando lâminas com amostras, ou mesmo representações gráficas de uma e outra hipótese, testa a força muscular do paciente quando em contato com elas e chega ao resultado.
As reações são consideradas respostas do timo e o método, que tem sido demonstrado em congressos científicos ao redor do mundo, já é ensinado na Universidade de São Paulo (USP) a médicos acupunturistas.
O detalhe curioso é que o timo fica encostadinho no coração, que acaba ganhando todos os créditos em relação a sentimentos, emoções, decisões, jeito de falar, jeito de escutar, estado de espírito..."
Fiquei de coração apertadinho", por exemplo, revela uma situação real do timo, que só por reflexo envolve o coração.
O próprio chacra cardíaco, fonte energética de união e compaixão, tem mais a ver com o timo do que com o coração - e é nesse chacra que, segundo os ensinamentos budistas, se dá a passagem do estágio animal para o estágio humano.
"Lindo!", você pode estar pensando, "mas e daí?".
Daí que, se você quiser, pode exercitar o timo para aumentar sua produção de bem estar e felicidade. Como? Pela manhã, ao levantar, ou à noite, antes de dormir.
a) Fique de pé, os joelhos levemente dobrados. A distância entre os pés deve ser a mesma dos ombros. Ponha o peso do corpo sobre os dedos e não sobre o calcanhar, e mantenha toda a musculatura bem relaxada.
b) Feche qualquer uma das mãos e comece a dar pancadinhas contínuas com os nós dos dedos no centro do peito, marcando o rítmo assim: uma forte e duas fracas.
Continue entre três e cinco minutos, respirando calmamente, enquanto observa a vibração produzida em toda a região torácica.
O exercício estará atraindo sangue e energia para o timo, fazendo-o crescer em vitalidade e beneficiando também pulmões, coração, brônquios e garganta.
Ou seja, enchendo o peito de algo que já era seu e só estava esperando um olhar de reconhecimento para se transformar em coragem, calma, nutrição emocional, abraço. Ótimo, íntimo, cheio de estímulo.
Fonte: Sonia Hirsch - Jornalista e pesquisadora naturista
J. C. Dantas Pimentel - Curitiba - PR
Queridos visitantes,
Este blog está direcionado a informação sobre problemas ambientais e de saúde. Recebo muitos posts pedindo ajuda mas infelizmente não é possíve realizar "consultas virtuais". Mandem suas dúvidas mas não me peçam orientação de tratamento. Tentarei ajudar até o limite da ética. Obrigada
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Aedes aegypti transmite também o Vírus Chikungunya
Governo alerta para novo vírus transmitido pelo mosquito da dengue O Ministério da Saúde determinou o aumento das ações de vigilância eprevenção da febre de chikungunya [Não é febre “de”, chikungunya não é umlugar – ljs], uma doença que até agosto nunca havia sido registrada no País.Desde então, três casos foram confirmados. Os pacientes contraíram a doençaem viagens ao exterior. Dois são de São Paulo e um do Rio de Janeiro. Todostiveram boa recuperação. Assim como a dengue, a febre de chikungunya é transmitida pelo Aedes aegypticontaminado por vírus. Há casos também de contaminação provocada pelomosquito Aedes albopictus. Não há registro de circulação do vírus da doençanas Américas. Mesmo assim, o Ministério da Saúde avalia ser importantereforçar a vigilância, sobretudo diante do fato de o País apresentar grandequantidade de criadouros do mosquito. "Seria irresponsabilidade dizer que há risco zero de surto. Mas não hánecessidade de alarme nem preocupações. Tivemos três casos importados, ospacientes tiveram boa evolução e as medidas de prevenção e controle foramaplicadas de maneira oportuna”, afirmou o coordenador do Programa Nacionalde Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho. A doença provoca febre alta, dores de cabeça, mal-estar e dores nasarticulações. Parte das pessoas infectadas desenvolve a forma crônica dadoença, caracterizada por forte dores nas articulações, que duram entre seismeses a um ano. “Há casos de pacientes que não conseguem escrever”, contaGiovanini. Menos de 1% dos pacientes morre. Desde outubro, o ministério se reúne com sociedades de várias especialidadesmédicas para discutir o assunto. Dentro das próximas semanas, um materialinformativo sobre o diagnóstico e o tratamento da doença será encaminhadopara médicos e profissionais de saúde. "Embora a doença apresente uma baixamortalidade, ela preocupa por sua rápida capacidade de se alastrar eprovocar surtos. Além disso, o tratamento pode ser dispendioso e demorado emparte dos pacientes”, justificou Giovanini. O ministério não sabe qual seria o impacto financeiro de um eventual surtono País. “A doença precisa ser melhor estudada. Há pouca precisão sobredados.” Histórico - O primeiro foco da doença foi registrado na Tanzânia, na décadade 1950. A partir de 2004, vários registros de surtos foram identificados,sobretudo na África e no Sudoeste Asiático. Um surto também foi confirmadona Itália. "Nosso esforço é não deixar a doença se alastrar. Identificarrapidamente eventuais casos importados, isolá-los e tomar as medidas deprevenção.” Para isso, o ministério usará a estrutura já existente para dengue. Os casosconfirmados no Brasil já foram notificados para a Organização Mundial daSaúde. Dois deles (um homem de 41 anos do Rio e outro de 55 anos, de SãoPaulo), apresentaram os sintomas depois de uma viagem para Indonésia. A terceira paciente, uma paulista de 25 anos, esteve na Índia. De acordo comGiovanini, a mulher é a única que ainda apresenta dores nas articulações eestá sendo medicadafonte: site ProMED mail
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Hepatite C tem altos índices de infecção entre ex-atletas
São Paulo, 17 de Março de 2010
Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP mostrou que entre ex-atletas, profissionais ou amadores, que atuaram nas décadas de 1950, 1960, e 1970, existe uma alta prevalência de infecção do vírus da hepatite C. De acordo com o professor Afonso Dinis Costa Passos, que coordenou o estudo, isso se deve principalmente à aplicação de drogas injetáveis e ao compartilhamento de seringas. “Naqueles tempos era mais comum a aplicação de vitaminas e estimulantes nos atletas. As seringas eram de vidro e para a desinfecção passavam por um processo de fervura”, conta.
A pesquisa envolveu 208 pessoas, todos ex-atletas profissionais ou amadores, de futebol e basquete, de Ribeirão Preto e de outras quatro cidades próximas. O trabalho de coleta de sangue foi realizado entre os anos de 2004 e 2007. De acordo com os resultados, entre as 208 pessoas analisadas, 15 delas (7,2%) foram diagnosticadas com a infecção. “Entre os 63 ex-atletas profissionais avaliados, 32 declararam ter tomado estimulantes injetáveis quando estavam em atividade e 21,9% deles mostraram resultados positivos para a doença”, revela o professor. Entre os 31 que não tomaram medicações injetáveis, nenhum apresentou a infecção.
Entre os 145 ex-atletas amadores, 19 declararam uso de medicação injetável, sendo que 36,8% deles apresentaram resultados positivos para a hepatite C. “Dos 126 que não tomavam drogas injetáveis, apenas um (0,8%) tinha a infecção”, lembra Passos.
Procedimento normal
Segundo o professor, era frequente que os atletas da época tomassem medicações, vitaminas ou estimulantes injetáveis. “Era muito comum também jogadores de futebol serem medicados por infiltrações de corticóides”, relata.
Além disso, ele lembra que a hepatite C é uma doença “silenciosa”. “Na maioria das vezes ela não apresenta um quadro agudo, por isso muitos ex-atletas podem ter a doença e sequer saber disso. O vírus pode permanecer na pessoa por 20 ou 30 anos sem que ela tenha qualquer sintoma. Mas os efeitos posteriores podem ser desde uma cirrose hepática até um câncer de fígado”, alerta.
Passos lembra que muitos ex-atletas estão contaminados pelo vírus da doença e não têm conhecimento disso. “Eles não buscam tratamento por não saberem que estão doentes”, lembra o professor. Segundo ele, a pesquisa vem confirmar observações anteriores realizadas no estado da Bahia e no Mato Grosso, que sugeriam associação entre uso de prévio de estimulantes injetáveis e hepatite C entre ex-atletas.
Recentemente, duas entidades estiveram reunidas para analisar a situação e deflagrar uma campanha nacional sobre o tema. Representantes da Federação das Associações de Atletas Profissionais (FAAP) e da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) realizaram um encontro visando lançar uma campanha de conscientização para alertar atletas que atuaram entre os anos 1960 e 1980 para o risco de estarem contaminados. A campanha deverá contar com a participação dos tricampeões da Copa do Mundo de 1970.
fonte: site Medical service
sábado, 20 de novembro de 2010
Proibido brinquedos oferecidos pelo Mc Donalds nos EUA
Perdida em meio à eleição para o Congresso que impôs uma derrota ao governo Obama, outra votação ocorrida nesta terça-feira nos Estados Unidos fez uma vítima: o McLanche Feliz. O Conselho de Supervisores de São Francisco, na Califórnia, cuja inclinação política pode variar entre o Partido Democrata e o dadaísmo, proibiu a distribuição de brinquedos como brindes de lanches em restaurantes da cidade. Para fugir à norma, será preciso seguir padrões nutricionais relativos a calorias, sódio e gordura. O o McLanche Feliz, vale lembrar, é um pacote com sanduíche, refrigerante, batata frita — e brinquedo.
A lei, aprovada por 8 votos a 3, foi patrocinada pelo supervisor Eric Mar. Ele contou que ficou horrorizado com a coleção de brinquedos de sua filha e imaginou a medida como uma maneira de dar um golpe na cadeia de lanchonetes que vende fast-food salgada e gordurosa.
O McDonald's tratou a lei como um equívoco. "Não é o que querem nossos clientes", disse Danya Proud, porta-voz da empresa, em comunicado. "Também não é algo que eles tenham pedido."
A proibição não agradou o prefeito Gavin Newson, eleito vice-governador na terça-feira. Ele havia dito que vetaria o projeto, embora os oito votos pelo "sim" sejam suficientes para sobrepor-se ao veto. "O prefeito acredita firmemente que esta é a abordagem errada para combater a questão da obesidade infantil", disse Tony Winnicker, porta-voz do prefeito.
Epidemia de obesidade — São Francisco não é a primeira cidade a proibir tais brindes. O condado de Santa Clara, no sul da Califórnia, fez a mesma coisa em abril.
Mas o Conselho de São Francisco, que tem uma relação complicada com Newson, disse que a decisão foi apoiada em alguns "fatos infelizes". Isso inclui uma descoberta recente de que quase 30% dos moradores da cidade que cursam a quinta série estão com sobrepeso.
Segundo o projeto, todas as refeições deverão ter menos de 600 calorias, menos de 640 miligramas de sódio e menos de 35% de calorias provenientes de gordura (com exceção de alguns itens saudáveis, como nozes). Se os restaurantes não seguirem as normas, não haverá mais brindes de brinquedos.
fonte: site Veja - 04/11/2010
A lei, aprovada por 8 votos a 3, foi patrocinada pelo supervisor Eric Mar. Ele contou que ficou horrorizado com a coleção de brinquedos de sua filha e imaginou a medida como uma maneira de dar um golpe na cadeia de lanchonetes que vende fast-food salgada e gordurosa.
O McDonald's tratou a lei como um equívoco. "Não é o que querem nossos clientes", disse Danya Proud, porta-voz da empresa, em comunicado. "Também não é algo que eles tenham pedido."
A proibição não agradou o prefeito Gavin Newson, eleito vice-governador na terça-feira. Ele havia dito que vetaria o projeto, embora os oito votos pelo "sim" sejam suficientes para sobrepor-se ao veto. "O prefeito acredita firmemente que esta é a abordagem errada para combater a questão da obesidade infantil", disse Tony Winnicker, porta-voz do prefeito.
Epidemia de obesidade — São Francisco não é a primeira cidade a proibir tais brindes. O condado de Santa Clara, no sul da Califórnia, fez a mesma coisa em abril.
Mas o Conselho de São Francisco, que tem uma relação complicada com Newson, disse que a decisão foi apoiada em alguns "fatos infelizes". Isso inclui uma descoberta recente de que quase 30% dos moradores da cidade que cursam a quinta série estão com sobrepeso.
Segundo o projeto, todas as refeições deverão ter menos de 600 calorias, menos de 640 miligramas de sódio e menos de 35% de calorias provenientes de gordura (com exceção de alguns itens saudáveis, como nozes). Se os restaurantes não seguirem as normas, não haverá mais brindes de brinquedos.
fonte: site Veja - 04/11/2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Tratamento de Parkinson na rede pública
Uma cirurgia para estimular o cérebro de pacientes com Parkinson por meio de descargas elétricas, até então restrita a hospitais universitários, ganha acesso público no Hospital de Transplantes, na capital paulista. Conhecida como DBS, a técnica consiste em colocar eletrodos em regiões profundas do cérebro para melhorar a atividade do órgão e reduzir os sintomas comuns como rigidez e tremores.
Com duração de 4 horas, a operação, com preço estimado em R$ 100 mil, pode agora ser recomendada a clientes da rede pública, desde que seja indicada pelo médico como melhor solução para o caso.
Para 70% dos parkinsonianos, o tratamento com medicamentos é suficiente para dar conta do avanço da doença e dos sintomas. Porém, o restante necessita de alternativas para controlar a doença. Somente 10% dos portadores são considerados ideais para passar pela cirurgia.
"Entre 80% e 90% dos pacientes que realizaram a operação deixam de apresentar sintomas após o procedimento, posteriormente acompanhado por drogas", afirma Arthur Cuckier, coordenador do departamento de neurologia do hospital.
No mesmo prédio do antigo Hospital Brigadeiro, a unidade realizou, nos dias 8 e 9 de novembro, um evento para divulgar a técnica para mais de 100 profissionais. Aulas teóricas, cirurgias ao vivo e a prática com as peças ao vivo foram oferecidas, com a supervisão de médicos brasileiros e estrangeiros.
"O objetivo foi divulgar a técnica para todo o Brasil. É preciso existir mais centro de referência para tratamento da doença com essa técnica", diz Arthur. "O trabalho de divulgação é único no Brasil, com um curso tão especializado. A técnica não é nova, já existe em hospitais universitários, mas agora, além de estar disponível em um local voltado à assistência, talvez ela possa ser passada a outros centros médicos, em todo o país."
Tremores e rigidez
O Parkinson é causado pela ausência de uma substância conhecida como dopamina no corpo, que deixa de ser produzida com a morte de neurônios em uma região do cérebro chamada substância negra. Os principais sintomas são a rigidez nos movimentos e os tremores constantes no corpo. Afeta 1% da população mundial acima dos 50 anos.
O local no cérebro a receber o estímulo é definido individualmente para cada paciente por meio de uma técnica chamada estereotaxia. Tomografias computadorizadas ou ressonâncias magnéticas são feitas no crânio do paciente, para que o médico possa saber a posição exata onde colocar o eletrodo.
Com uma espécie de "capacete" para medição, colocado junto à cabeça do paciente, o médico marca a superfície do couro cabeludo para fazer cortes de até 5 cm. Um orifício no crânio, de apenas 1 cm, permite a passagem de um fio de irídio, com quatro pólos de platina na extremidade e revestido por silicone. Ele será o condutor das descargas elétricas até a região desejada.
Uma trava colocada na entrada do corte no couro cabeludo impede que o fio de irídio saia do lugar. Uma extensão é conectada ao fio, passa por trás da orelha e liga o eletrodo dentro da cabeça do paciente a um gerador de descargas elétricas. O aparelho é capaz de gerar correntes de até 10 volts. A "dosagem" varia de paciente para paciente, ficando em uma faixa de 3 a 8 volts.
fonte: http://www.g1.globo.com/
Com duração de 4 horas, a operação, com preço estimado em R$ 100 mil, pode agora ser recomendada a clientes da rede pública, desde que seja indicada pelo médico como melhor solução para o caso.
Para 70% dos parkinsonianos, o tratamento com medicamentos é suficiente para dar conta do avanço da doença e dos sintomas. Porém, o restante necessita de alternativas para controlar a doença. Somente 10% dos portadores são considerados ideais para passar pela cirurgia.
"Entre 80% e 90% dos pacientes que realizaram a operação deixam de apresentar sintomas após o procedimento, posteriormente acompanhado por drogas", afirma Arthur Cuckier, coordenador do departamento de neurologia do hospital.
No mesmo prédio do antigo Hospital Brigadeiro, a unidade realizou, nos dias 8 e 9 de novembro, um evento para divulgar a técnica para mais de 100 profissionais. Aulas teóricas, cirurgias ao vivo e a prática com as peças ao vivo foram oferecidas, com a supervisão de médicos brasileiros e estrangeiros.
"O objetivo foi divulgar a técnica para todo o Brasil. É preciso existir mais centro de referência para tratamento da doença com essa técnica", diz Arthur. "O trabalho de divulgação é único no Brasil, com um curso tão especializado. A técnica não é nova, já existe em hospitais universitários, mas agora, além de estar disponível em um local voltado à assistência, talvez ela possa ser passada a outros centros médicos, em todo o país."
Tremores e rigidez
O Parkinson é causado pela ausência de uma substância conhecida como dopamina no corpo, que deixa de ser produzida com a morte de neurônios em uma região do cérebro chamada substância negra. Os principais sintomas são a rigidez nos movimentos e os tremores constantes no corpo. Afeta 1% da população mundial acima dos 50 anos.
O local no cérebro a receber o estímulo é definido individualmente para cada paciente por meio de uma técnica chamada estereotaxia. Tomografias computadorizadas ou ressonâncias magnéticas são feitas no crânio do paciente, para que o médico possa saber a posição exata onde colocar o eletrodo.
Com uma espécie de "capacete" para medição, colocado junto à cabeça do paciente, o médico marca a superfície do couro cabeludo para fazer cortes de até 5 cm. Um orifício no crânio, de apenas 1 cm, permite a passagem de um fio de irídio, com quatro pólos de platina na extremidade e revestido por silicone. Ele será o condutor das descargas elétricas até a região desejada.
Uma trava colocada na entrada do corte no couro cabeludo impede que o fio de irídio saia do lugar. Uma extensão é conectada ao fio, passa por trás da orelha e liga o eletrodo dentro da cabeça do paciente a um gerador de descargas elétricas. O aparelho é capaz de gerar correntes de até 10 volts. A "dosagem" varia de paciente para paciente, ficando em uma faixa de 3 a 8 volts.
fonte: http://www.g1.globo.com/
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Contraceptivo em gel
Um contraceptivo em forma de gel poderá, em breve, ser mais uma opção eficaz à pílula anticoncepcional. Ainda em fase de testes, o medicamento contém uma dosagem de hormônios similar aos contraceptivos orais. A diferença é que o gel parece ter bem menos efeitos colaterais, principalmente ganho de peso e acne. Além disso, poderá ser usado também por lactentes, já que não interfere na composição do leite materno.
Feito para ser aplicado na pele das pernas, barriga, braços ou ombros diariamente, o medicamento é absorvido rapidamente e não deixa resíduos. Pesquisadores da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva estão otimistas e esperam que a droga esteja no mercado nos próximos anos. A médica Ruth Merkatz, que coordena os estudos, afirma que nenhuma mulher engravidou até agora testando o novo contraceptivo.
- Para um estudo pequeno, os resultados foram animadores. Ainda estamos na fase inicial de testes, mas em breve planejamos testar em um grupo maior de mulheres.
Um estudo feito na Alemanha e publicado pelo "Journal of Sexual Medicine" mostra que um terço das mulheres que toma pílula está insatisfeita por causa de seus efeitos colaterais. O que mais incomoda, segundo os pesquisadores, é a perda da libido, que pode acontecer por causa das doses de hormônios sintéticos.
O Globo
Notícia publicada em: 29/10/2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
A cetamina, uma substância analgésica, consegue ser muito mais eficiente que antidepressivos convencionais
Pesquisadores descobriram um novo antidepressivo que pode surtir efeito em horas, ao invés de semanas ou meses quando comparado com a maioria dos remédios disponíveis atualmente no mercado. Os resultados serão publicados nesta sexta-feira na revista Science e devem acelerar o desenvolvimento de um antidepressivo seguro e fácil de administrar chamado cetamina. Cientistas já conseguiram provar que a substância é extremamente eficiente em pacientes severamente deprimidos.
Em ratos, a cetamina ajuda a eliminar comportamentos associados à depressão e restabelece as conexões de células do cérebro lesionadas por stress crônico. "É uma remédio mágico — uma dose pode surtir efeito rapidamente e durar entre sete e 10 dias", disse Ronald Duman, médico da Universidade de Yale (EUA), autor sênior do estudo.
A cetamina é tradicionalmente usada como anestésico para crianças, mas há 10 anos pesquisadores americanos descobriram que, em pequenas doses, a droga parecia proporcionar alívio para pacientes de quadro depressivo. Nesses estudo iniciais, quase 70% dos pacientes que eram resistentes a qualquer tipo de tratamento antidepressivo mostraram melhora horas depois de receberem doses de cetamina. Porém, o uso clínico era limitado porque a droga tinha que ser injetada sob supervisão médica e em alguns casos causava sintomas psicóticos de curta duração.
Novos remédios — Os pesquisadores de Yale mapearam a ação molecular da substância no cérebro de ratos na tentativa de tentar desenvolver formas mais seguras e fáceis de administrar a droga. A equipe conseguiu traçar o caminho de atuação da droga e descobriu que a cetamina ajuda a formar novas conexões neurais rapidamente, um processo chamado sinaptogenesis. Dominando o mecanismo de atuação da cetamina, acreditam os médicos, será possível desenvolver drogas que atacam os mesmos problemas de várias maneiras diferentes.
A equipe identificou um ponto crítico no mecanismo de atuação, a enzima mTOR, que controla a produção da proteína responsável pelas novas conexões no cérebro.
Os cientistas disseram que 40% das pessoas que desenvolvem depressão não respondem à medicação. Muitas outras só respondem depois de muitos meses ou anos tentando diferentes tratamentos. A cetamina se mostrou eficiente também como uma forma de tratar rapidamente pessoas com tendências suicidas, resultado atingido apenas semanas depois de iniciados os tratamentos com antidepressivos convencionais.
fonte:veja.abril.com.br
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