Queridos visitantes,
Este blog está direcionado a informação sobre problemas ambientais e de saúde. Recebo muitos posts pedindo ajuda mas infelizmente não é possíve realizar "consultas virtuais". Mandem suas dúvidas mas não me peçam orientação de tratamento. Tentarei ajudar até o limite da ética. Obrigada
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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Não se desespere! Fazer atividade física não engorda!

Muito comum acontecer das pessoas ao iniciarem as atividades físicas como coadjuvante a atividade física não alterar o peso o ganharem peso. Porém o que acontece é que a massa muscular é mais pesada que a gordura e pois isso com a atividade física muitas vezes trocamos o peso de uma pela outra.
Alem da balança é importante acompanharmos também as medidas, principalmente a medida da cintura e do quadril, que são as gorduras mais difíceis de se perder.
Se voce esta fazendo dieta e exercício, seu peso se mantem (ou aumenta), mas sua medida está diminuindo, com certeza voce está fazendo a coisa certa!!

sábado, 21 de janeiro de 2012

Cinco minutos que fazem a diferença

Ontem estava realizando um grupo de Obesidade numa unidade de Programa de Saúde da Família e fique muito feliz e surpresa que uma das participantes fez um relato de como estava feliz e como tinha feito para vencer sua ansiedade.

Em um de nosso encontros, além das infoemações  sobre dieta, alimentação correta, etc, disse que VONTADE DÁ E PASSA!; BASTA AGUARDAR 5 MINUTOS.

Estudos científicos já demosntraram que a vontade< por qualquer coisa, inclusive de comer, passa se aguardarmos cinco minutos. Muitas vezes até esquecemos que queríamos comer.



Conforme está definido no apêndice da quarta versão do Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação
Psiquiátrica Americana (DSM IV – 1995), a expressão no Inglês binge eating está definida como: “Ingestão, em um curto período de tempo (por exemplo, cerca de duashoras), de uma quantidade de comida nitidamente maior do que a maioria das pessoas pode consumir em um período semelhante e em circunstâncias idênticas.” O “transtorno do binge”, oficialmente denominado transtorno da compulsão alimentar periódica, estaria definido pelos seguintes critérios, ainda segundo a DSM IV:


CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA O TRANSTORNO
DA COMPULSÃO ALIMENTAR PERIÓDICA
A. Episódios recorrentes de compulsão alimentar. Um
episódio de compulsão alimentar apresenta as duas
características seguintes:
1. Ingestão, em um curto período de tempo (por exemplo, cerca de duas horas), de uma quantidade de
comida nitidamente maior do que a maioria das
pessoas pode consumir em um período semelhante
e em circunstâncias idênticas
2. Sensação de perda de controle sobre a ingestão
durante o episódio (por exemplo, sentimento de
que não pode parar de comer ou controlar o que
ou quanto está a comer).
B. Os episódios de ingestão compulsiva estão associados com três (ou mais) dos seguintes sintomas:
1. Comer muito mais rápido que o habitual
2. Comer até se sentir inconfortavelmente cheio
3. Comer grandes quantidades de comida apesar de
não sentir fome
4. Comer sozinho para esconder sua voracidade
5. Sentir-se desgostoso consigo próprio, deprimido ou
muito culpabilizado depois da ingestão compulsiva.
C. Profundo mal-estar marcado em relação às ingestões
compulsivas.
D. As ingestões compulsivas ocorrem, em média, pelo
menos dois dias por semana durante seis meses.

O TCAP pode ocorrer associado a várias condições clínicas e psiquiátricas.  Apesar de pouco freqüente, a associação entre o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e o TCAP tem sido relatada. Alguns autores defendem a continuidade entre os dois, enquanto outros propõem a sua independência com relação a aspectos psicopatológicos.


O tratamento do TCAP deve estar embasado nos 3 principais elementos de seu quadro clínico:
1. o comportamento alimentar alterado (compulsão
alilmentar e preocupação execessiva com  comida)
2. excesso de peso e obesidade
3. psicopatologia associada, principalmente os sintomas depressivos e a impulsividade.
Os tratamentos psicoterápicos, principalmente a
terapia cognitivo-comportamental (TCC) e a terapia
inter-pessoal (TIP) já tiveram sua eficácia demonstrada no tratamento do TCAP , proporcionando uma
redução significativa da compulsão alimentar na maioria dos pacientes. A eficácia no controle do peso corporal, entretanto, não foi demonstrada com este tipo de tratamento

Esta experiência demonstra o que os artigos científicos já relatam, que os atendimentos em grupos são extremamente impostante para o tratamento da obesidade.


bibliografia: APOLINARIO, J.C. et al. Transtorno da compulsão alimentar periódica e transtorno obsessivo-compulsivo: partes de um mesmo espectro, Rev Bras Psiquiatr 2001;23(1):38-4.


COUTINHO, W.F. Avaliação e tratamento da compulsão alimentar no paciente obeso. einstein. 2006; Supl 1: S49-S5
.



sábado, 20 de novembro de 2010

Obesidade e a Cirurgia Bariátrica (Redução do estômago)


A obesidade é hoje reconhecida com um problema de saúde importante, afetando mais de 30% da população adulta nos EUA. O número e a variedade de dietas, os clubes de ginásticas, os centros de tratamento de obesidade com hipnose, uso de drogas que diminuem o apetite, testemunham a grande dificuldade que os pacientes têm para perder peso. Muitas destas técnicas podem ter sucesso em doentes com obesidade. Todavia, nos pacientes com obesidade severa ou mórbida, o sucesso destas terapias é menor que 1%.

Em qualquer tipo de cirurgia há um risco de complicações e mesmo de mortalidade. Em 1400 casos estudados desde 1993, em uma clínica nos Estados Unidos, o risco de mortalidade foi de 0,17%; porém os índices de milhares de cirurgias desse tipo feitas no mundo demonstram um índice de mortalidade menor do que 1%. Infecção da parede abdominal ocorre raramente. Deiscências de anastomoses ou da bolsa criada são raros mas podem ocorrer. A obstrução pode ocorrer, havendo necessidade de nova cirurgia. A embolia pulmonar apesar da prevenção com heparina usada pode ocorrer. As úlceras gastroduodenais podem ocorrer em fumantes ou pessoas que ingerem o álcool diariamente e excessivamente. As deiscências nas linhas dos grampeadores hoje ocorrem mais raramente.

A obesidade é hoje reconhecida com um problema de saúde importante, afetando mais de 30% da população adulta nos EUA. O número e a variedade de dietas, os clubes de ginásticas, os centros de tratamento de obesidade com hipnose, uso de drogas que diminuem o apetite, testemunham a grande dificuldade que os pacientes têm para perder peso. Muitas destas técnicas podem ter sucesso em doentes com obesidade. Todavia, nos pacientes com obesidade severa ou mórbida, o sucesso destas terapias é menor que 1%.

Em qualquer tipo de cirurgia há um risco de complicações e mesmo de mortalidade. Em 1400 casos estudados desde 1993, em uma clínica nos Estados Unidos, o risco de mortalidade foi de 0,17%; porém os índices de milhares de cirurgias desse tipo feitas no mundo demonstram um índice de mortalidade menor do que 1%. Infecção da parede abdominal ocorre raramente. Deiscências de anastomoses ou da bolsa criada são raros mas podem ocorrer. A obstrução pode ocorrer, havendo necessidade de nova cirurgia. A embolia pulmonar apesar da prevenção com heparina usada pode ocorrer. As úlceras gastroduodenais podem ocorrer em fumantes ou pessoas que ingerem o álcool diariamente e excessivamente. As deiscências nas linhas dos grampeadores hoje ocorrem mais raramente.

INDICAÇÃO
Critérios para a Indicação da Cirurgia na Obesidade Severa
Embora possam ocorrer exceções, os seguintes critérios são utilizados para a realização do tratamento cirúrgico:

1. Tratamento prévio clínico com acompanhamento médico, com uso de drogas, exercícios, etc. e que resultaram em fracasso (isso ocorre em 89% dos pacientes obesos mórbidos).
2. Ausência de outras condições mórbidas que possam contra-indicar uma cirurgia.
3. Pacientes com IMC maior que 40.
4. Pacientes com IMC entre (35 - 40), mas que tenham outras condições graves em que a perda de peso será fundamental para o tratamento desses problemas.

Algumas condições mórbidas (diabetes, hipertensão arterial), são agravadas pela obesidade e portanto, não se constituem em contra indicação para o tratamento cirúrgico, mas na realidade são indicações para a cirurgia. Doenças psiquiátricas graves são contra indicação para tratamento cirúrgico, a menos que, segundo avaliação psiquiatra, o problema esteja estável ou com melhora evidente.

Estudos mais recentes tem demonstrado que as alterações psicológicas dos obesos mórbidos não diferem geralmente das encontradas na população de peso normal. Os sintomas psicológicos como baixa auto estima, frustração, ansiedade e depressão moderada estão presentes em algum grau em muitos pacientes com obesidade mórbida. Esses sintomas geralmente melhoram após as cirurgias para a redução do peso.

TRATAMENTO NÃO CIRÚRGICO
Balão Intragástrico

É um procedimento não cirúrgico que pode ser utilizado para os pacientes que não tem indicação da cirurgia, ou para pacientes com excesso de peso de 40%, e que passaram por vários tratamentos clínicos, ou passaram por SPA e que não querem mais participar dessas modalidades de tratamento. É um procedimento a nível ambulatorial, em que o paciente fica de duas a três horas na Clínica e depois volta para casa com uma orientação por escrito, de dietas e cuidados a serem seguidos.

A média de perda de peso para pacientes de até 110 à 120 Kg é de 18 à 20 Kg para os homens e 14 à 15 Kg para as mulheres. Porém os pacientes que não seguirem a dieta ou não praticarem atividade física, regularmente, podem perder menos peso. Por outro lado, após seis meses, quando o balão é retirado os pacientes voltam a comer normalmente e se não se disciplinarem na alimentação e não mantiverem uma atividade física continua, poderão recuperar todo o peso após meses ou anos . Trata-se de um método não cirúrgico e a perda de peso pode se temporária para os pacientes que não mudarem o seu hábitos alimentares e abandonarem a atividade física.

Cerca de 30% dos pacientes mantem a perda de peso e 70% voltam a engordar novamente.

Bypass jejuno ileal (1956 à 1970)
As primeiras cirurgias se iniciaram na década de 50 e eram denominadas de bypass jejuno ileal, em que apenas 45cm do intestino delgado, de um total médio de 600cm, ficaram no transito intestinal para absorção dos alimentos. Embora fossem eficientes para produzir perda de peso definitivamente, tinham um grande número de complicações e após a década de 70, foram abandonadas pelos cirurgiões.


Cirurgia tipo Gastroplastia (Mason) tipo Lap Band (Banda)
Posteriormente, surgiram as cirurgias em que tentaram-se a redução de ingestão de alimentos. O mecanismo de funcionamento era impedir a ingestão de uma maior quantidade de alimentos, levando a uma menor ingestão de calorias e daí produzindo perda de peso, que varia entre 20 à 25 do peso original, ou 50 a 60% do excesso de peso.
A Gastroplastia tipo Mason e Banda Gástrica são cirurgias ainda hoje utilizadas e podem ser eficientes em obesos mórbidos com índice de massa corpórea entre 40 e 45 e que não são viciados em açúcar ou doces. Porém não são considerados com as mais efetivas e tem um risco de mortalidade um pouco menor do que as demais.

O primeiro tipo é denominado de gastroplastia tipo Mason, pois foi introduzida por esse autor nos Estados Unidos e foi muito utilizada até 1992; porem os resultados a longo prazo depois de cinco a dez anos demonstravam que os pacientes voltavam a ganhar peso, e a falha com perda menor do que 50% do excesso de peso ocorria em 30% dos pacientes. Após a década de 90 essas cirurgias foram abandonadas pelos cirurgiões americano, e hoje não representam mais de 7% das cirurgias realizadas nesse pais. Outro tipo de cirurgia de redução do estômago, tipo restritiva é a Lap Band, banda gástrica realizada na Europa há mais de dez anos e há mais de dois anos no Brasil é a cirurgia restritiva da banda gástrica, denominada de Lap Band, realizada por laparoscopia, cujos resultados são semelhantes as das gastroplastias, tipo Mason.

São cirurgias que podem ser utilizadas em alguns pacientes, embora tenham menor risco de mortalidade, são menos efetivas a longo prazo

 Bypass Gastrojejunal Tipo (Fobi-Capella)
As cirurgias atualmente mais utilizadas para o tratamento da obesidade mórbida são as cirurgias mixtas, que combinam uma redução maior ou menor do estômago com algum grau maior ou menor de desvio do intestino delgado produzindo um estado de má absorção intestinal.
A cirurgia desse tipo mais utilizada nos EEUU, é a gastroplastia vertical com bypass gastro intestinal com ou sem anel de silicone na bolsa gástrica; quando se usa o anel de silicone é denominada de tipo Fobi-Capella, em homenagem a esses dois médicos que a divulgaram nos EEUU e no resto do mundo.

Esse tipo de cirurgia combina com a diminuição definitiva da fome nos pacientes, que com um novo estomago pequeno, ingerem uma quantidade muito menor de calorias, levando a uma perda media de 35 à 40% do peso inicial, ou a uma perda media de 70 à 75% de excesso de peso em 5 à 10 anos.

Os resultados considerados satisfatórios com perda de peso acima de 50% do excesso de peso que são obtidos em 95% dos pacientes. Esse tipo de cirurgia é a que mais empregamos em nossa Clínica e no Hospital das Clínicas da Unicamp, há mais de 5 anos e em São Paulo, há mais de 9 anos. São denominados popularmente pelos doentes como cirurgia da redução do estomago, pois o estomago é reduzido em 95% da sua capacidade de volume.

O risco de mortalidade dessas cirurgias atualmente oscilam entre 0,2% à 1,5%, dependendo da gravidade do paciente. Esses índices são muito menores se considerarmos a mortalidade decorrente da obesidade mórbida em 10 à 15 anos, nos doentes não operados.

Essas cirurgias podem ser feitas por laparotomia (corte no abdômen) ou por via laparoscópica, em que alguns orifícios são feitos no abdômen sem abertura do mesmo, como por via aberta.
 

Tipos: Cirurgia de Scopinaro Duodenal - Switch
E finalmente, o outro tipo de cirurgia mixta, são as derivações bileo pancreáticas, tipo Scopinaro, idealizada por esse medico italiano em 1979, e defendida pelo mesmo no mundo todo. Posteriormente houve uma modificações da forma idealizada por Scopinaro no tratamento da obesidade mórbida. O principio dessas cirurgias é que o estômago fica maior entre 30 à 40% do tamanho original, o intestino por onde passam os alimentos e são absorvidos fica em média com 2,5 metros, e o intestino restante em torno de 4,5 metros serve como passagem das secreções do pâncreas e dó fígado, que vão se misturar com os alimentos a 50 ou 100cm finais do intestino delgado.

Com isso ocorre uma perda maior de gorduras e dos carboidratos pelas fezes, levando a um numero maior de evacuações, que variam de 4 a 6 vezes por dia no primeiro ano e depois se estabilizam em 2 a 4 evacuações por dia. A grande vantagem dessas cirurgias é que após 4 a 6 meses os pacientes ingerem a mesma quantidade de alimentos que o faziam antes da cirurgia, não havendo limitações para qualquer tipo de alimentos.

Recomenda-se sempre a menor ingestão possível de açúcar, doces, biscoitos, bolachas, etc., isto para qualquer tipo de cirurgia. Os resultados dessas cirurgias a longo prazo são excelentes com perda de 70 à 75% do excesso de peso e já são utilizadas há mais de 20 anos, principalmente a forma descrita por Scopinaro. Para alguns pacientes o odor das fezes pode se constituir em algum tipo de problema. Portanto na nossa opinião as cirurgias mixtas aqui descritas são as mais efetivas para o tratamento da obesidade mórbida.


 fonte: site www.obesidadesevera.com.br

Pesquisadores associam apneia do sono à síndrome metabólica


Pesquisadores do Instituto do Coração (Incor-USP) propõem que a apneia do sono seja considerada mais um componente da síndrome metabólica - condição associada a um risco elevado de doenças cardiovasculares. Os cientistas descobriram que a maior parte das pessoas com a síndrome tem apneia, apesar de não suspeitar. A presença da apneia poderia aumentar ainda mais o risco de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) e enfartes nesses pacientes.


A síndrome metabólica reúne pelo menos três das seguintes condições: obesidade, pressão alta, diminuição do colesterol bom, aumento dos triglicérides e resistência à insulina. A apneia ajudaria a compor o quadro da síndrome, segundo os estudiosos.
O trabalho examinou 152 pacientes com síndrome metabólica por de 14 meses. Todos foram submetidos ao exame do sono por meio da polissonografia, mesmo quando não havia sintomas que recomendassem o exame. A conclusão: 92 deles (cerca de 60,5%) também sofriam de apneia enquanto dormiam. A maioria desconhecia o problema.
Segundo Geraldo Lorenzi Filho, coordenador da pesquisa, 30% da população brasileira sofre de diferentes graus de apneia, ou seja, metade dos pontos porcentuais observados nos pacientes estudados.
Com 142 quilos e 1,82 metro de altura, o engenheiro de manutenção Ricardo Teiji experimenta todos os dias o incômodo decorrente da interação entre problemas do sono e obesidade. Para ele, a altura do ronco sempre foi proporcional à marca da balança. "Minhas melhores noites foram enquanto mantive meu peso em 115 quilos", conta. "Ronco a noite inteira e durmo sentado em alguns momentos do dia."
Mas os especialistas alertam que muitos participantes no estudo não sentiam sonolência diurna e, por isso, não sabiam que sofriam de apneia do sono. "Ainda é muito subdiagnosticada", avalia o cardiologista Luciano Drager, autor principal do artigo. Para Lorenzi Filho, o trabalho mostra a conveniência de realizar exames de polissonografia para identificar apneia em pessoas com a síndrome.


O estudo também sugere que a apneia do sono não é só um coadjuvante. Ela agrava o quadro geral. Os pesquisadores analisaram, no sangue de cada paciente, a presença de substâncias associadas à síndrome metabólica - triglicérides e açúcar - e a marcadores inflamatórios que aumentam o risco cardiovascular (a proteína C reativa e o ácido úrico). Nas pessoas com apneia, os níveis dessas substâncias eram maiores que nos pacientes com síndrome metabólica e sem apneia. O resultado ratifica a tese de que pacientes com apneia podem correr um risco maior de complicações cardiovasculares, como AVC e enfarte.
Prevalência. Já se suspeitava da correlação entre síndrome metabólica e apneia. Estudos anteriores tentaram avaliar a prevalência de condições como a obesidade, o diabete e a hipertensão - que acompanham a síndrome - em pacientes com diagnóstico prévio de apneia. Os pesquisadores do Incor realizaram a análise inversa: investigaram a prevalência da apneia do sono em pessoas que já tinham diagnóstico de síndrome metabólica. "Trata-se de uma questão mais relevante, pois pode apontar um fator de risco ignorado até agora nos pacientes com a síndrome", diz Drager.
A pesquisa, que contou com a participação de especialistas da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, foi publicada na revista científica virtual PLoS One (plosone.org). "Estabelecer os motivos que conectam distúrbio de sono à síndrome simbólica é extremamente importante", afirma Rosana Radominski, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). "O estudo reforça a ideia de que uma forma de combater a apneia é por meio de exercícios físicos que contribuam com a perda de peso."
Os médicos do Incor já iniciaram uma segunda fase da pesquisa. Com a participação do grupo de reabilitação cardiovascular do Incor, eles analisarão os efeitos dos exercícios físicos em pacientes diagnosticados com os dois problemas. Eles creem que a perda de peso poderá diminuir a apneia. "Um problema a princípio neurológico poderá ser tratado com a ajuda da endocrinologia e assim evitar uma série de consequências que diminuem a qualidade de vida do paciente", diz Márcio Bezerra, neurologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro da Associação Brasileira do Sono (ABS).
Outra abordagem que será testada é o uso de um aparelho que impede o fechamento da garganta durante o sono - o CPAP (sigla em inglês para pressão positiva contínua de vias aéreas superiores). Segundo Drager, o objetivo é verificar se o tratamento da apneia reduz os riscos de doenças cardiovasculares em pessoas com síndrome metabólica.
GLOSSÁRIO
Apneia
Interrupção de respiração durante o sono associada a roncos mais altos.
Síndrome metabólica
Condição marcada pela presença de três dos seguintes sintomas: obesidade, níveis altos de triglicérides no sangue, níveis baixos do colesterol bom (HDL), hipertensão e diabete. Está associada a elevados riscos cardiovasculares.

fonte: A folha de São Paulo - 15/11/2010

domingo, 17 de outubro de 2010

Gordura localizada eleva o risco de coágulos nas veias

O acúmulo de gordura na barriga ou nos quadris em pessoas de peso normal aumenta o risco de tromboembolismo venoso (formação de coágulos nas veias que podem se desprender e chegar até os pulmões). O dado é de um estudo dinamarquês publicado no periódico "Circulation".

Essa relação foi encontrada tanto em homens quanto em mulheres. "Mas, como a variação da circunferência abdominal é maior nos homens e a dos quadris é maior nas mulheres, o excesso na barriga dá mais informações sobre o risco em homens e, nos quadris, nas mulheres", disse à Folha a pesquisadora Marianne Severinsen, uma das autoras do estudo.
"A importância da distribuição da gordura no risco do tromboembolismo venoso não havia sido avaliada até aqui", afirma a pesquisadora.
Para chegarem aos resultados, os cientistas acompanharam 27.178 homens e 29.876 mulheres entre 50 e 64 anos por dez anos. Eles avaliaram medidas como peso, índice de massa corporal e circunferência abdominal e dos quadris.
"Encontramos uma diferença estatisticamente significante entre todas as medidas de obesidade e a ocorrência de tromboembolismo venoso sem causa definida", afirma a pesquisadora Severinsen.
Por isso, os resultados do estudo também reforçam que a obesidade, independentemente de onde está localizada, aumenta o risco da doença.
Esse resultado se manteve mesmo após o ajuste de dados como fumo, prática de atividade física, hipertensão, diabetes, colesterol e uso de terapia de reposição hormonal, que poderiam interferir na conclusão.
Para os autores, os resultados devem ajudar os médicos a melhorar a avaliação de risco. No entanto, outros estudos precisam explicar o mecanismo por trás dessa associação.
Síndrome metabólica

"A gordura abdominal está associada à síndrome metabólica [conjunto de sintomas que elevam o risco cardíaco] e sabe-se que ela é fator de risco para trombose", explica o cirurgião vascular Paulo Kauffman, da Universidade de São Paulo.
Na síndrome metabólica, há um aumento da produção de substâncias inflamatórias que provocam lesões na parede interna dos vasos. Além de elevar o risco de doenças arteriais, como aterosclerose, isso também aumenta o risco de doenças venosas, como a formação de coágulos nas veias profundas.
"Além disso, o obeso caminha mal, o que provoca má circulação", diz o cirurgião vascular Pedro Puech, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Por isso, os obesos têm mais chance de sofrer um tromboembolismo venoso mesmo que não estejam em situações de risco clássicas, como viagens longas de avião, cirurgias ou gestação, por exemplo. "Nesses pacientes o cuidado deve ser redobrado", lembra Kauffman.
Coagulação

O tromboembolismo venoso ocorre quando o sangue coagula dentro das veias. Na maioria dos casos, isso acontece em vasos profundos das pernas. Sua maior complicação é a embolia pulmonar -quando o trombo se desprende e cai na circulação, podendo causar uma embolia pulmonar, obstrução capaz de levar à morte.
O termo tromboembolismo venoso envolve tanto a trombose, que é a formação do coágulo, quanto a embolia.
Embora o problema mais temido seja a embolia pulmonar, as complicações tardias também são perigosas.
O coágulo formado na veia leva a um processo inflamatório que causa lesões nas válvulas que impedem que o sangue volte para os pés. A circulação fica comprometida e a perna incha, fica mais escura e podem surgir úlceras de difícil cicatrização.

fonte site Pelle

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Calcule seu Índice de Massa Corporal (IMC)

 Porque preciso calcular meu IMC?
O índice de Massa Corporal (IMC) é uma fórmula que indica se um adulto está acima do peso, se está obeso ou abaixo do peso ideal considerado saudável. 

O Índice de Massa Corpórea (IMC) relaciona o peso da pessoa com sua altura e indica a quantidade aproximada de gordura geral no corpo. Atualmente, os valores considerados normais vão de 18,5 a 24,9 kg/m². A partir de 25, configura-se sobrepeso e, acima de 30, obesidade. Os pontos de corte e a divisão em faixas de normalidade e anormalidade são importantes para que os médicos tenham um referencial para a tomada de decisões clínicas. É conhecida associação entre excesso de peso e suas comorbidades - patologias como hipertensão, diabetes, aumento do colesterol e triglicérides, etc.

Clique no link abaixo e calcule seu IMC e outros íncices importantes para o controle da sua saúde.

Calculadoras - Cálculo de IMC, Índice de Estresse, Glicemia Média Estimada, Risco Cardiovascular, Número de Diabéticos na cidade

quinta-feira, 26 de agosto de 2010