Queridos visitantes,
Este blog está direcionado a informação sobre problemas ambientais e de saúde. Recebo muitos posts pedindo ajuda mas infelizmente não é possíve realizar "consultas virtuais". Mandem suas dúvidas mas não me peçam orientação de tratamento. Tentarei ajudar até o limite da ética. Obrigada
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Uso de células tronco para queimaduras

 

A célula-tronco mesenquimal, que vem de um precursor da medula óssea,acelera cicatrização de feridas geradas por queimaduras graves, conforme constatado por pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. O estudo utilizou as células-tronco em ratos que tinham queimaduras de terceiro grau em aproximadamente 40% da superfície corporal queimada. No teste, houve ratos que receberam as células e os que não receberam, sendo que ambos tinham sofrido queimaduras. Enquanto no segundo grupo os animais tiveram uma porcentagem de cicatrização de 80%, 60 dias após a queimadura , no primeiro grupo quase todos  tiveram 100% da superfície queimada cicatrizada nesse período.

“O efeito se deve ao uso das células-tronco mesenquimais,  que são responsáveis por gerar tecidos da linhagem mesodérmica, como osso, cartilagem, músculo e derme”, explica a bióloga Carolina Caliari Oliveira, autora da pesquisa.
Ela comenta que ainda não se sabe exatamente como a célula atua no corpo de modo a agilizar a cicatrização. Uma das hipóteses está relacionada a um dos efeitos que a célula ocasiona. Carolina percebeu que os animais tratados apresentaram maior quantidade de tecido de granulação (tecido provisório que é formado quando há alguma lesão) e de vasos sanguíneos na região queimada após o tratamento, o que pode ajudar na cicatrização.
Além da cicatrização mais rápida, os animais tratados também apresentaram melhorias quanto a outros efeitos de queimadura grave. “A queimadura dessa gravidade comumente causa efeitos sistêmicos como hipermetabolismo e a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS), que é uma inflamação exagerada. Em um segundo momento, o grande queimado desenvolve imunossupressão sistêmica, que diminui a resposta imunológica do paciente, deixando-o sujeito a infecções graves”, aponta Carolina. A bióloga explica que a célula mesenquimal pode ser capaz de suprimir a resposta imunológica exagerada num primeiro momento, ajudando a controlar a SIRS.
Além disso, no estudo se observou que no sétimo dia após a queimadura os ratos tratados mantiveram o equilíbrio de células do sistema imunológico. Segundo Carolina, a manutenção do equilíbrio entre as células TCD4 e TCD8, ambos linfócitos, é importante para um bom prognóstico do paciente queimado. “Após queimaduras graves, a quantidade de linfócitos TCD8 pode aumentar consideravelmente, o que não é bom para o paciente. As células mesenquimais podem ter auxiliado no equilíbrio original deles, com mais TCD4 e menos TCD8″.
Tratamento
As células-tronco mesenquimais usadas advieram de medulas ósseas de camundongos, as quais foram cultivadas em laboratório. Elas são colocadas em placas de cultivo feitas de plástico. Quando cultivadas em um meio de cultura especial, após alguns dias e certos procedimentos, somente as células mesenquimais aderem ao plástico das placas de cultivo. Depois, aplicam-se com uma seringa as células-troncos mesenquimais ao redor das regiões queimadas.
A pesquisa fez parte da dissertação de mestrado de Carolina pela FMRP, sob orientação do professor Júlio César Voltarelli. A bióloga destaca que seu estudo foi o primeiro a testar as células mesenquimais em modelo experimental de queimaduras graves. Sobre a aplicação em seres humanos, ela comenta que “o modelo experimental não é perfeito, mas é a melhor ferramenta que dispomos para mimetizar o que acontece com seres humanos”.
A biologa pretende dar continuidade ao seu estudo em seu doutorado pela FMRP. “A ideia agora é utilizar células mesenquimais de seres humanos, que podem ser obtidas da veia do cordão umbilical e do tecido adiposo”.

fonte:site Redenoticia

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Transaplante de células-tronco em paciente com Diabetes (Parte 2 de 2)

Transaplante de células-tronco em pacientes com Diabetes



O endocrinologista Dr. Carlos Eduardo Barra Couri, pertence a uma equipe multidisciplinar da USP de Ribeirão Preto, pioneira no transplante de célula-tronco em diabéticos. A pesquisa foi aprovada pela ANVISA e, no final do ano passado, também pela FDA nos Estados Unidos.
Couri explicou como é feito o transplante e quais os resultados até agora. O médico falou que o transplante funciona em pacientes com diabetes do tipo 1, e que, dos 25 transplantados, 21 nunca mais precisaram usar insulina. Ele também falou sobre os dois diferentes tipos de diabetes e os cuidados que diabéticos devem ter com os pés.

sábado, 23 de outubro de 2010

Informe-se: como doar sangue de cordão umbilical


30/07/2010 | Fundação do Câncer

O sangue de cordão umbilical e placentário (SCUP) é muito utilizado no tratamento a pacientes que necessitam do transplante de medula óssea porque possui uma grande concentração de células-tronco hematopoéticas, responsável pela produção de sangue no nosso organismo. Para ajudar a salvar vidas, muitas mães doam o sangue do cordão de seus bebês para os bancos públicos que compõem a Rede BrasilCord. A doação é realizada em maternidades credenciadas.
No Rio de Janeiro, por exemplo, a coleta do material acontece na Maternidade Municipal Carmela Dutra, Hospital Naval Marcílio Dias e na Pró Matre. Essas unidades de Saúde possuem equipes de enfermeiras especializadas e capacitadas para a triagem e coleta de SCUP. Após a coleta, a quantidade de sangue, que varia entre 70 e 100 ml, é congelada e armazenada para ser utilizada quando este material for compatível com as necessidades de um paciente.
Mais informações em http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=2469